09/12/2010 às 17:36

Foto: Alessandra Fratus
Joseph Haydn
II. Capriccio
Kristjan Järvi regente
Osesp
Gravada em junho de 2010 na Sala São Paulo.
“Foi em 1757 que compôs sua Primeira Sinfonia em Dó Maior. Quatro anos depois, seria contratado com exclusividade pelo príncipe Nikolaus Esterházy, o que lhe proporcionaria meios para desenvolver seu talento — tinha à disposição orquestra e coro permanentes.”
Trecho do texto de Marino Maradei Jr.

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03/12/2010 às 11:50
Joseph Haydn
I. Adagio / Allegro Spirituoso
Kristjan Järvi regente
Osesp
Gravada em junho de 2010 na Sala São Paulo.
“A sinfonia, nascida da relação entre várias formas de composição (concerto grosso, sonata, ópera, divertimento), já era praticada nas primeiras décadas dos anos 1700. O século XVIII vivia grande efervescência cultural na Áustria e na Alemanha no início de uma nova era — traduzida em música por mais liberdade individual, enquanto manifestações do Barroco perdiam espaço. Nesse contexto, o professor austríaco Matthias Monn (1717-50) atuava como progressista, ao experimentar mudanças no modelo estabelecido de sinfonia (escreveu cerca de 20).
Tão importante como Monn era a atuação de Johann Stamitz (1717-57) em Mannheim, Boêmia. Sob sua direção, a orquestra de Mannheim tornou-se o conjunto mais famoso da Europa na época.
Stamitz transformou a abertura italiana (forma de introdução para óperas e oratórios, constituída de três seções - rápida – lenta - rápida) em sinfonia; “dinamizou” o discurso sinfônico com o “crescendo” e o “decrescendo”, além de ampliar o efetivo instrumental da orquestra.
Haydn observou, estudou e construiu seu imenso conjunto de obras — mais de cem sinfonias — a partir dessas referências.”
Trecho do texto de Marino Maradei Jr.

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03/11/2010 às 15:26
O Música na Cabeça, parceria da Osesp com o jornal O Estado de S. Paulo, disponibiliza aqui a palestra de Vladmir Safatle realizada no dia 25 de agosto na Sala São Paulo. O professor e escritor falou com o público sobre Debussy e o nascimento da modernidade musical e respondeu a diversas perguntas.
Além da apresentação, os palestrantes produzem um ensaio sobre o mesmo tema. Leia um trecho abaixo:
“Há algumas décadas, Boulez afirmava que, na verdade, o modernismo estético tinha sido inventado na França por Mallarmé, Cézanne e Debussy. Para além da querela geográfica bizantina, há um conteúdo de verdade nessa proposição. Ela nos lembra como conhecemos, ao menos, três formas de esgotar algo: fornecendo os princípios gerais de uma nova ordem (Schönberg), operando um retorno paradoxal à origem, onde a ironia e a paródia serão dispositivos centrais (Stravinsky), e conservando a linguagem atual de forma tal que ela confessará sua impossibilidade de desempenhar suas antigas funções e se abrirá para a problematização de seus elementos fundamentais. Essa foi a via aberta por Debussy.”
Leia aqui o ensaio completo de Vladmir Safatle.

Podcast Video [48:51m]:
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29/09/2010 às 17:37
Em São Paulo a convite da Osesp, o argentino gravou um depoimento sobre as composições que serão apresentadas na Sala São Paulo nesta semana, com a Orquestra e o Coro da Osesp, sob regência de Miguel Harth-Bedoya e com a violoncelista Alisa Weilerstein. Além dos concertos de quinta, sexta e sábado dedicados a suas obras, o compositor dá uma masterclass para jovens compositores na quinta 30/09 e se encontra com o público na sexta 01/10 pelo ciclo de palestras e encontros Música na Cabeça. Informações para participação

Podcast Video [3:54m]:
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29/07/2010 às 8:09
Wolfgang A. Mozart
Louis Langrée regente
Osesp

Retrato do compositor Wolfgang Amadeus Mozart (1789), por Doris Stock.
Em agosto de 1791, seu último ano de vida, Mozart recebeu a encomenda de escrever uma ópera para os festejos da coroação do imperador austríaco Leopoldo II, como rei da Boêmia, em Praga — cidade que tão bem acolhera Le Nozze di Figaro e Don Giovanni. O compositor já estava assoberbado com Die Zauberflöte e o Réquiem; contudo, sempre necessitado de dinheiro, aceitou, e a partitura foi finalizada no breve tempo de 18 dias. Acredita-se que foi seu aluno, Süssmayr (1766-1803) — que mais tarde completaria o Réquiem inacabado —, quem escreveu todos os recitativos. Com libreto de Pietro Metastasio (1698-1782) — escritor que era o modelo seguido na opera seria —, revisado por Caterino Mazzolà, La Clemenza conta a história do imperador romano Tito e da magnanimidade que demonstra diante dos conspiradores que atentam contra a sua vida. Escrita em cima da hora, a “Abertura” não utiliza temas musicais que reapareceriam ao longo da ópera; serve para criar o clima adequado para a ocasião — formal, porém festivo.
Irineu Franco Perpetuo

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20/07/2010 às 13:31
Robert Schumann
John Nelson regente
Osesp
Gravada em maio de 2010 na Sala São Paulo.

Retrato do compositor Robert Schumann (1839), por Joseph Kriehuber.
O final da década de 1840, quando vivia uma fase de euforia, foi especialmente produtivo para Schumann. Após a leitura de alguns poetas, compôs, em 1848, a Canção do Advento, sobre poema de Friedrich Rückert (1788-1866). No ano seguinte, escreveria o Réquiem Para Mignon, baseando-se no romance Wilhelm Meister de J. W. von Goethe (1749-1832). Foi entre 1848 e 1849, depois de completar Genoveva, que o compositor concebeu a música incidental para o poema dramático Manfred, de Lord Byron (1788-1824). Revista em 1851, a música é encabeçada pela “Abertura”, seu trecho mais famoso.
O texto do poeta inglês, de 1817, é ambientado na Suíça; a ação se passa ora no castelo gótico da personagem-título, ora em meio às paisagens, então selvagens, dos Alpes. A obra retrata o herói romântico, que rejeitava tanto o contato humano quanto o conforto das religiões. Leia mais…

Podcast [12:27m]:
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13/07/2010 às 16:42
Nikolai Rimsky-Korsakov
Isaac Karabtchevsky regente
Osesp
Gravada em abril de 2010 na Sala São Paulo.

Retrato do compositor Nikolai Rimsky-Korsakov (1898), por Valentin Alexandrovich Serov
Rimsky-Korsakov emerge de sua autobiografia, Minha Vida Musical (1909) como uma pessoa sumamente equilibrada e dona de si; é surpreendente que uma cabeça tão fresca tenha gerado tanta combustão. Influenciou toda uma geração nacionalista e a imagem que se tem da música russa, propondo um estilo que caminha sobre a fina linha entre Ocidente e Oriente, entre cristianismo e paganismo. Leia mais…

Podcast [16:33m]:
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06/07/2010 às 11:52
Palestra de José Miguel Wisnik
O Música na Cabeça, parceria da Osesp com o jornal O Estado de S. Paulo, disponibiliza aqui a segunda parte do vídeo de sua segunda palestra, apresentada por José Miguel Wisnik, compositor, pianista e professor livre-docente de Literatura Brasileira na USP.
Além da apresentação, os palestrantes produzem um ensaio sobre o mesmo tema. Leia um trecho abaixo:
“Ultrapassando em muito a dimensão trivial da melodia na mão direita acompanhada por acordes ou arpejos na mão esquerda, assumindo o campo dado pelo piano como um campo de sonoridade total onde planos múltiplos se entrelaçam, se contrapõem e ricocheteiam, Chopin estava experimentando de maneira inaudita, nos seus Estudos e Prelúdios, as possibilidades inexploradas e a fenomenologia da própria onda sonora. Como se estudasse, com meios artesanais e alta imaginação sensível, sem falar nos seus fundamentos emocionais, a complexidade das formas ondulatórias do som, que o laboratório de música eletrônica permitiu conhecer e explorar cientificamente mais de um século depois.
[...] Romântico rigoroso e extremamente autoexigente, improvisador fulminante e inesgotável que escrevia no entanto com lentidão e atormentada angústia, esse músico fazia “ciência” poética com os sons, promovia viagens afetivas ao indizível e elevava os exercícios digitais à esfera dos exercícios espirituais.”
Leia aqui o ensaio completo de José Miguel Wisnik.

Podcast Video [53:49m]:
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24/06/2010 às 16:48
Palestra de José Miguel Wisnik
O Música na Cabeça, parceria da Osesp com o jornal O Estado de S. Paulo, disponibiliza aqui a primeira parte do vídeo de sua segunda palestra, apresentada por José Miguel Wisnik, compositor, pianista e professor livre-docente de Literatura Brasileira na USP.
Além da apresentação, os palestrantes produzem um ensaio sobre o mesmo tema. Leia um trecho abaixo:
“Se a música de salão supõe, como gênero, o virtuosismo superficial e o sentimentalismo, Chopin submeteu esses clichês, segundo Charles Rosen, a uma dupla estratégia despistadora: enobreceu-os, submetendo-os à iridescência sonora das complexidades insuspeitadas, ao mesmo tempo em que os tratou com desdém, ampliando e forçando o sentimentalismo de estilo ao limite perturbador da morbidez. Praticou assim a sedução fulgurante de sua música sem cair quase nunca nos ‘lugares-comuns que soam grandiosos ou bonitos e que podem ser expressos sem que se tenha a consciência perturbadora de seus significados’. Isto é, sem padecer das limitações da música de salão, embora cercado pela sua forma social, escapou também do bom gosto e do ‘afável classicismo que danificou a obra de tantos contemporâneos seus’.”
Leia aqui o ensaio completo de José Miguel Wisnik.

Podcast Video [53:53m]:
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15/06/2010 às 22:32
Campanha institucional da Osesp veiculada nos meses de junho e julho em salas de cinema e canais de TV.

Podcast Video [1:02m]:
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24/05/2010 às 16:50
O Música na Cabeça, parceria da Osesp com o jornal O Estado de S. Paulo, disponibiliza aqui o encontro com Cristina Ortiz realizado no dia 29 de abril na Sala São Paulo. A pianista brasileira falou com o público sobre sua carreira e respondeu a diversas perguntas.

Podcast Video [32:25m]:
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26/04/2010 às 12:57
A Fundação Osesp comemora 20 anos de Cláudio Cruz como spalla da Orquestra com o lançamento do CD Osesp e Cláudio Cruz, em edição especial oferecida aos assinantes e disponível para download gratuito. Além da gravação das músicas, é possível baixar o encarte completo para montar o CD.
Clique aqui para baixar o CD integral e o encarte!
Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo - John Neschling regente
Cláudio Cruz violino
Max BRUCH
Concerto nº 1 Para Violino em Sol Menor, Op.26
1 – Vorspiel
2 – Adagio
3 – Finale
Pyotr I. TCHAIKOVSKY
Concerto Para Violino em Ré Maior, Op.35
4 - Allegro Moderato
5 - Canzonetta: Andante
6 - Finale: Allegro Vivacíssimo
Ouça abaixo a primeira faixa do CD:

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