Concertino para Piano: Il Allegretto

21/12/2009 às 14:12

Ronaldo Miranda

John Neschling regente
Eduardo Monteiro piano
Osesp
Gravada em dezembro de 2006 na Sala São Paulo

foto: Gerardo Vilaseca

Ronaldo Miranda (foto: Gerardo Vilaseca)

Ronaldo Miranda é um compositor voltado para o diálogo entre a tradição clássica ocidental, a música popular autêntica brasileira e eventuais experimentalismos que ele destila até que se aproximem de sua forte personalidade. Tributário de Henrique Morelenbaum na composição e de Dulce de Saules no piano, foi o primeiro crítico musical do Jornal do Brasil, entre 1974 e 1981. Em 1983, foi selecionado para participar dos cobiçados World Music Days, da Sociedade Internacional de Música Contemporânea - ISCM.

A “trajetória” —termo que lhe é caro— de Ronaldo Miranda começou nos anos 60, quando ganhou o I Prêmio na II Bienal, ouvindo pela primeira vez uma peça sua executada ‘com profissionalismo’ —só quem é compositor sabe o que isso significa… Não caberia enumerar aqui os tantos prêmios que recebeu e comissionamentos no Brasil e no Exterior. Há quem diga que não há uma semana sequer em que alguma obra sua não seja tocada nas principais salas do mundo, como na Queen Elizabeth Hall (Londres), Tonhalle (Suíça), Mozarteum (Salzburg), Teatro Cólon (Buenos Aires) ou Carnegie Hall (Nova York).

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Suíte de Danças Reais e Imaginárias: excertos

18/12/2009 às 17:17

André Mehmari

- Prelude - a partir The Fairy Queen de Henry Purcell (attacca)
- giga valsa
- maracastrava
- finale

John Neschling regente
Osesp
Gravada em julho de 2006 na Sala São Paulo

André Mehmari (foto: Dani Gurgel)

André Mehmari é um jovem talento que já conquistou uma reputação sólida tanto na área erudita —ele foi vencedor do Concurso Nacional de Composição Camargo Guarnieri—, quanto na popular, em que venceu os Prêmios Visa e Nascente-USP. Nasceu em Niterói, mas cresceu em Ribeirão Preto, onde recebeu as primeiras lições de música de sua mãe.

A carreira de Mehmari divide-se hoje entre as atividades de pianista, arranjador e compositor. Recentemente, gravou os CDs Lachrimae, em que apresenta composições próprias e arranjos de clássicos da música popular brasileira, e Piano e Voz, em parceria com a cantora Ná Ozzetti.

A Suíte de Danças reais e imaginárias foi encomendada pela Osesp para o Concurso Internacional de Regência de 2006 e tem na atual ocasião a primeira apresentação mundial em concerto.

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Sinfonia No. 2 em Ré Maior, op.43: excertos

16/12/2009 às 14:38

Jean Sibelius

− scherzo: vivacissimo
− lento - finale: allegro moderato

Frank Shipway regente
Osesp
Gravada ao vivo em novembro de 2009 na Sala São Paulo

violinista_osesp2A Sinfonia nº 2 em Ré maior, Op.43, de 1901-2, é uma obra romântica, heróica, profundamente finlandesa. Esbanja opulência e melodia, lembrando às vezes a Sinfonia nº 2 de Rachmaninov. Do ponto de vista formal, Sibelius emprega, pela primeira vez, a técnica construtiva do crescimento temático, que se transformaria em sua chancela conceitual.

Consiste numa inversão tradicional da forma-sonata, por meio do crescente desenvolvimento de grandes linhas melódicas a partir do encadeamento de células elementares discordantes. O compositor trabalha com temas e motivos impressionistas, ritmos arrebatadores e um enfático tônus orquestral. Desde o primeiro movimento, em vez do rígido dualismo temático, flui uma torrente de ideias musicais.   Leia mais…

Temporada Osesp 2010 - Campanha na TV

30/11/2009 às 17:34

Vídeo da campanha na TV da Temporada Osesp 2010.

Temporada Osesp 2010

05/11/2009 às 14:17

O que faz uma temporada de música sinfônica ser considerada brilhante?

Sinal de Entrada da Sala São Paulo (Lo Schiavo: Alvorada)

01/10/2009 às 17:19

Carlos Gomes

Sala São PauloDesde a inauguração da Sala São Paulo, em julho de 1999, o público está acostumado a ouvir o mesmo sinal sonoro no começo e nos intervalos dos concertos. O alerta de que a apresentação está prestes a começar é um trecho de Alvorada, da obra Lo Schiavo de Antonio Carlos Gomes, gravado pelos músicos da Osesp Gilberto Siqueira e Marcelo Matos (trompetes) e Wagner Polistchuk e Fernando Chipoletti (trombones).

Alvorada está inserida no IV ato da ópera. Ela “recria, em sons, o nascer do sol num Brasil imaginário, um Brasil virgem e selvagem, um Brasil de ópera. Seu início faz referência à idéia que preside o começo de O Ouro do Reno de Richard Wagner. Um longo pedal grave sugere a noite. Sobre ele, a luz do sol que desponta surge aos poucos, com os brilhos dos metais, num belo tema” (Jorge Coli, Programa de Concerto 10/2007). A obra integra o catálogo da editora musical da Osesp, Criadores do Brasil, e sua partitura está disponível para venda ou aluguel.

Carlos Gomes, assim como Camargo Guarnieri e Eleazar de Carvalho, nomeia um dos espaços da Sala São Paulo.

Clique aqui para baixar o toque para iPhone (formato .m4r)

Coro da Osesp - 15 Anos

25/09/2009 às 22:49

Comemoração dos 15 anos de fundação do Coral Sinfônico do Estado e lançamento do CD Canções do Brasil.

Ofulú Lorêrê

27/08/2009 às 14:11

Osvaldo Lacerda

Naomi Munakata regente
Coro da Osesp
Eduardo Gianesella percussão
Gravada em julho de 2009 na Sala São Paulo

osesp_coro_cdNos dia 25 e 26 de setembro o Coro da Osesp lança seu primeiro CD, Canções do Brasil, e aproveita para comemorar os 15 anos do Coral Sinfônico do Estado de São Paulo, que deu origem ao Coro da Osesp.

A composição Ofulú Lorêrê faz parte deste CD, que passeia pelo canto coral brasileiro. Escrita por Osvaldo Lacerda em 1958 a canção usa melodia coletada em 1937, na Bahia, por Camargo Guarnieri.

Entrevista com Almeida Prado

13/08/2009 às 13:03

Gravada em 3 de junho de 2009

O compositor santista José Antonio Almeida Prado fala sobre a experiência de compor para o filme silencioso Études sur Paris (1928), de André Sauvage.

“Compus uma melodia tipicamente no clima de Edith Piaf e quem toca na sua primeira aparição é um acordeão francês, a musette. O som de Paris! Esse tema tão parisiense apareceu inúmeras vezes, ora no acordeão, ora no trompete solo, no trombone etc…”

Dança húngara nº 20

07/08/2009 às 16:45

Johannes Brahms

John Neschling regente
Osesp
Gravada em março de 2005 na Sala São Paulo

osesp_violinosEm uma época de nacionalismos musicais (as Danças norueguesas de Grieg são de 1869, as Danças eslavas de Dvorák, de 1878…), o caráter esfuziante e langoroso das Danças húngaras de Brahms, seus requebros e acelerações, as imitações do violino e de outros efeitos da orquestra cigana surtiam um efeito que fez a fortuna do editor Simrock (mas não de Brahms, que as vendeu a preço fixo…). Compostas no tempo 2/4, elas reproduzem a alternância dos andamentos lassu (lento, geralmente em tonalidade menor) e friss (rápido, em tonalidade maior) das danças típicas húngaras conhecidas como verbunkos.

Clóvis Marques é jornalista e crítico musical

Dança húngara nº 10

30/07/2009 às 18:35

Johannes Brahms

John Neschling regente
Osesp
Gravada em março de 2005 na Sala São Paulo

timpano_osesp

foto: André Conti

A Dança nº 1 (allegro molto), uma czardas (dança de taberna), começa com um tema voluptuoso que é dos mais conhecidos da série. A nº 3 (allegretto) é uma leve dança nupcial tomada de empréstimo a uma coletânea do compositor popular J. Rizner, mais ameaçadora e agitada em sua parte intermediária. Nas três partes da Dança nº 4 (poco sostenuto), tirada de coletânea de N. Merty, Brahms quis imitar, já na versão para piano, os torneios e sonoridades da orquestra cigana. A Dança nº 10 (presto) é outra dança nupcial colhida em J. Rizner. A de nº 20 (poco allegretto) retoma em sua parte inicial o caráter nostálgico da primeira, com o episódio central cheio de animação.

Clóvis Marques é jornalista e crítico musical.

Dança húngara nº 4

23/07/2009 às 15:14

Johannes Brahms

John Neschling regente
Osesp
Gravada em março de 2005 na Sala São Paulo

JOHANNES BRAHMS
Hamburgo (Alemanha), 07 de maio de 1833
Viena (Áustria), 3 de abril de 189

johannes_brahmsExímio pianista, começou a carreira como arranjador da pequena orquestra dirigida pelo pai. Aos 30 anos, estabeleceu-se em Viena como diretor da Singakademie. Desde a juventude, teve grande afinidade artística com Robert Schumann e apaixonou-se pela esposa deste, Clara, 14 anos mais velha. No repertório destacam-se o Réquiem alemão, as quatro sinfonias e as Variações sobre um Tema de Haydn. Aos 68 anos, após publicar o Quinteto Op.111, praticamente parou de compor e iniciou uma fase de revisão. Fez alterações substanciais em algumas obras e queimou aquelas que julgou de menor valor artístico.