
O compositor Benjamin Britten e o pianista Paul Wittgenstein, que perdeu o braço direito durante a guerra, em 1942
O Música na Cabeça, parceria da Osesp com o jornal O Estado de S. Paulo, disponibiliza aqui a primeira parte da palestra com Jorge de Almeida realizada no dia 09 de maio na Sala São Paulo. O professor fala sobre música em tempos de guerra de paz.
“Realmente, não conheço as harmonias que mencionas, mas quero aconselhar-te a permitir apenas aquelas que imitem dignamente tanto a voz quanto os gritos de um herói que, na guerra ou em qualquer outra ação violenta, sofre uma ferida ou caminha para a morte, aceitando seu destino com firmeza e coragem.” Preocupado com o efeito imitativo das artes nos membros de sua República ideal, Platão pretendia expulsar não apenas os poetas, mas também os flautistas e certos modos musicais, como o lídio e o jônio, que considerava “efeminados” e prejudiciais à formação dos futuros guerreiros. Curiosa modulação da história: séculos mais tarde, o flautim se tornou popular nas bandas militares, e o modo jônio gregoriano deu origem à escala maior do nosso sistema tonal, sempre utilizada para exaltar a suposta virilidade dos soldados das batalhas modernas.”
Leia aqui na íntegra o ensaio “Variações em Tempos de Guerra e de Paz” do professor Jorge de Almeida.




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