La Clemenza di Tito, KV 621: Abertura

29/07/2010 às 8:09

Wolfgang A. Mozart

Louis Langrée regente
Osesp

mozart_270710

Retrato do compositor Wolfgang Amadeus Mozart (1789), por Doris Stock.

Em agosto de 1791, seu último ano de vida, Mozart recebeu a encomenda de escrever uma ópera para os festejos da coroação do imperador austríaco Leopoldo II, como rei da Boêmia, em Praga — cidade que tão bem acolhera Le Nozze di Figaro e Don Giovanni. O compositor já estava assoberbado com Die Zauberflöte e o Réquiem; contudo, sempre necessitado de dinheiro, aceitou, e a partitura foi finalizada no breve tempo de 18 dias. Acredita-se que foi seu aluno, Süssmayr (1766-1803) — que mais tarde completaria o Réquiem inacabado —, quem escreveu todos os recitativos. Com libreto de Pietro Metastasio (1698-1782) — escritor que era o modelo seguido na opera seria —, revisado por Caterino Mazzolà, La Clemenza conta a história do imperador romano Tito e da magnanimidade que demonstra diante dos conspiradores que atentam contra a sua vida. Escrita em cima da hora, a “Abertura” não utiliza temas musicais que reapareceriam ao longo da ópera; serve para criar o clima adequado para a ocasião — formal, porém festivo.

Irineu Franco Perpetuo

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