Giuseppe Verdi
John Neschling regente
Osesp
Gravada em setembro de 2001 na Sala São Paulo.
Verdi preferia curtos prelúdios, ou a entrada direta na ação, às longas aberturas. Mas deixou duas páginas orquestrais muito vívidas, sempre presentes nos programas de concerto sinfônicos: as aberturas de Forza del Destino e de I Vespri siciliani. Como regra, elas incorporam temas expressivos que surgirão no decorrer da ópera. A abertura de I Vespri siciliani (1855) é uma composição orquestral inteiramente concebida no jogo de contrastes muito caro a Verdi, destinado a atirar o ouvinte em situações emocionais que se alternam entre o repouso, a agitação, a paz, a angústia.
Jorge Coli é professor na área de História da Arte e da Cultura da Unicamp — Universidade Estadual de Campinas.





