Antonio Carlos Gomes
John Neschling regente
Gravada no concerto ao ar livre de Fortaleza, durante a Turnê Brasil 2008.

Foto: Elder Buck
Um dos 25 filhos do regente da banda de Campinas – interior de São Paulo -, Antonio Carlos Gomes (Campinas, 11 de julho de 1839 – Belém, 16 de setembro de 1896) começou os estudos muito cedo, estreando, aos 18, sua primeira missa. Contra a vontade do pai, partiu para o Conservatório Imperial no Rio de Janeiro e, aos 21, fundou a Ópera Nacional, onde dirigiu a orquestra e estreou A Noite no Castelo. Tomou contato mais íntimo com a obra de Verdi, Rossini, Donizetti e Wagner, e, dois anos mais tarde, Joana de Flandres garantiu-lhe uma bolsa do governo brasileiro para estudar na Itália. Após ter algumas pequenas peças apresentadas em Milão, aos 29, viu triunfar Il Guarany no La Scala. Alcançou renome internacional e compôs, nos anos seguintes, Fosca e Salvator Rosa. Durante toda a vida escreveu canções e modinhas, mas foi sobretudo um compositor operístico. É autor, ainda, de Maria Tudor, Lo Schiavo, Condor e do oratório Colombo. De volta ao Brasil, aceitou do governo republicano o cargo de Diretor do Conservatório de Belém, onde faleceu meses depois.





