Wolfgang A. Mozart
- Confutatis
- Lacrimosa
John Neschling regente
Osesp
Gravada em dezembro de 2006 na Sala São Paulo
Ao analisar o Réquiem, vislumbra-se a confrontação pessoal e artística do autor com o imponderável —a morte. Essa atitude se anuncia já no prelúdio instrumental, tecido por clarones e fagotes e por timbres alternados das cordas; graves, agudos, graves, agudos… É um lamento ‘conformado’, interrompido pela turbulência dos trombones, trompetes e tambores: a fatalidade se apresenta! Assustadora, redentora? Em carta ao pai, Mozart, 31 anos, disse: “A morte é a meta final; vejo-a como a melhor amiga da humanidade; mas, ao morrer, o que será de mim?”.
O Tuba Mirum (ressurreição dos mortos) sublinha a angústia-esperança de Mozart: nada resta sem expiação (ni inultum remanebit). Já o Recordare enfatiza a devoção e a confiança: Preces meae non sunt dignae, sede tu bonus fac benigne, ne perenni cremer igne. (Minhas preces não são dignas, mas mostrai-vos bondoso, para que eu não me consuma no fogo eterno.) Segundo Constanze, mulher de Mozart, este momento do Réquiem seria o clímax. Ela lembra, também, que ao cantar a Lacrimosa em companhia de amigos, Mozart caiu em prantos. Lacrimosa dies illa qua ressurget ex favilla, judicandus homo reus. (Ah! Aquele dia cheio de lágrimas, em que ressurgirá das cinzas o homem culpado para ser julgado.) O fim da vida terrena se aproximava. Anunciava-se a vida eterna?
Marino Maradei Jr. é jornalista, radialialista e docente da Faculdade de Comunicação da FAAP.




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2 - Lucas Ferreira de Oliveira diz:
Muito bom a informação que vocês estão disponibilizando Não é apenas um podcast ! é um podcast rico em informações !!
20/06/2010 18:52
1 - AMANCIO BARKER diz:
CAROS PRODUTORES,
A VOZ ANUNCIANDO A OSESP NO
PRINCÍPIO E NO FINAL DA MÚSICA
NÃO TEM CABIMENTO. NÃO GOSTEI.
ATENCIOSAMENTE,
A.BARKER
06/08/2009 8:41