Edward Elgar
XIV. (E.D.U) Finale
Yan Pascal Tortelier regente
Osesp
Gravada em março de 2009 na Sala São Paulo
O início de Temporada da Osesp em 2009 não poderia ser mais adequado: 5 de março foi recentemente escolhido como o Dia Nacional da Música Clássica. Além disso foi a estreia do novo regente principal da orquestra: o francês Yan Pascal Tortelier, que assumiu oito programas desta temporada, entre eles a abertura e o encerramento da temporada.
Além das novidades, o concerto foi transmitido quase que ao vivo pela TV Cultura, dentro do projeto, Noites Clássicas.
O repertório deste primeiro contato com o público paulista com o regente da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo contou com duas grandes obras sinfônicas: Variações Enigma, Op.36, de Edward Elgar, e Sinfonia nº 2 em mi menor, Op.27, de Rachmaninov.
Variações Enigma, Op.36
Como a maioria dos grandes compositores da história, Elgar nasceu em circunstâncias bastante humildes. Seu pai era o afinador de pianos de Worcester (cidade medieval do interior da Inglaterra próxima à divisa com o País de Gales). Mais tarde, abriu uma loja de pianos e publicações musicais. Foi desse contexto pouco promissor que surgiu, em 1898, uma obra sinfônica de tanta qualidade que o jovem Edward deixou de enviá-la aos maestros locais e mesmo aos de Birmingham ou Londres. Confiante de que havia composto algo especial, Elgar embrulhou a partitura —escrita à mão— em papel marrom amarrado por cordão e enviou o pacote diretamente ao maestro alemão Hans Richter, uma das maiores personalidades musicais da época. O resultado foi dramático, pois Richter mudou o programa de seu próximo concerto em Londres para poder incluir Enigma, e dentro de pouco tempo a obra foi tocada nos Estados Unidos, na Rússia e por toda a Europa. Por mais incrível que pareça, Elgar jamais teve uma aula sequer de composição.
Consequentemente e apesar do reconhecimento oficial que o tornou Sir Edward Elgar em 1904, ele sofreu durante toda a vida com um senso de insegurança e complexo de perseguição dentro do meio musical por se considerar um compositor ‘sem formação’. O fato é que, como Schubert, ele aprendeu emprestando as partituras de Beethoven da loja de seu pai, levando-as a um canto remoto dos campos que cercam sua pequena cidade natal, devorando-as e aprendendo tudo que precisava para formar sua maneira sutil de compor para forças sinfônicas. Particularmente, o uso que faz das dinâmicas múltiplas e simultâneas criou uma variedade muito maior de cores e timbres do que jamais havia sido ouvido antes na música sinfônica.
Graham Griffiths é musicólogo, doutorado pela Universidade de Oxford.




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2 - Augusto Cezar diz:
Infelizmente não fui, assiste pela cultura e pelo que vi e ouvi foi sensacional.
07/01/2010 8:04
1 - Edna Saviano diz:
É a OSESP tocando.
Bj
26/07/2009 9:43