Paysage

01/04/2009 às 16:00

imagem: "Paysage de Printemps à Giverny", Claude Monet

imagem: "Paysage de Printemps à Giverny", Claude Monet

Francisco Braga

John Neschling regente
Osesp
Gravada em abril de 2008 na Sala São Paulo

Autor do Hino à Bandeira, o carioca Francisco Braga foi um menino pobre, que venceu na vida graças à música. Ficou órfão de pai aos oito anos, entrando para o Asilo de Meninos Desvalidos, onde recebeu instrução musical. Uma bolsa de estudos o levou à Europa; estudou no Conservatório de Paris (na classe de composição de Jules Massenet, o autor de Manon), ouviu óperas de Wagner na Alemanha, teve suas obras tocadas por boas orquestras européias. Na volta ao Brasil, aplicou por aqui o saber adquirido lá fora, como professor do Instituto Nacional de Música, no Rio de Janeiro. Relativamente esquecida após seu falecimento, sua obra vem sendo resgatada pela Osesp, que já lançou, no mercado internacional, um CD com a ópera Jupyra e o poema sinfônico Cauchemar.

Para quem já ouviu esse disco, Paysage há de soar como uma obra familiar. A exemplo de Cauchemar, trata-se de uma obra da década de 1890 (Paysage é de 1892; Cauchemar, de 1895), que reflete a formação musical do compositor em Paris. De caráter decididamente romântico, e curta duração, Paysage já prefigura a técnica de orquestração que Braga irá demonstrar posteriormente em poemas sinfônicos de maior ambição, como Insônia e Marabá.

Irineu Franco Perpetuo é jornalista, colaborador do jornal Folha de S.Paulo,
correspondente no Brasil da revista Ópera Actual (Barcelona).

PéssimoRuimMedianoBomExcelente (7 votos, média: 4,86 de 5)
Carregando ... Carregando ...
Envie este Podcast por e-mail Envie este Podcast por e-mail
Imprima este artigo Imprima este artigo
Deixe seu comentário

3 comentários sobre "Paysage"

Deixe seu comentário