Temporada Osesp 2010

05/11/2009 às 14:17

O que faz uma temporada de música sinfônica ser considerada brilhante?

Sinal de Entrada da Sala São Paulo (Lo Schiavo: Alvorada)

01/10/2009 às 17:19

Carlos Gomes

Sala São PauloDesde a inauguração da Sala São Paulo, em julho de 1999, o público está acostumado a ouvir o mesmo sinal sonoro no começo e nos intervalos dos concertos. O alerta de que a apresentação está prestes a começar é um trecho de Alvorada, da obra Lo Schiavo de Antonio Carlos Gomes, gravado pelos músicos da Osesp Gilberto Siqueira e Marcelo Matos (trompetes) e Wagner Polistchuk e Fernando Chipoletti (trombones).

Alvorada está inserida no IV ato da ópera. Ela “recria, em sons, o nascer do sol num Brasil imaginário, um Brasil virgem e selvagem, um Brasil de ópera. Seu início faz referência à idéia que preside o começo de O Ouro do Reno de Richard Wagner. Um longo pedal grave sugere a noite. Sobre ele, a luz do sol que desponta surge aos poucos, com os brilhos dos metais, num belo tema” (Jorge Coli, Programa de Concerto 10/2007). A obra integra o catálogo da editora musical da Osesp, Criadores do Brasil, e sua partitura está disponível para venda ou aluguel.

Carlos Gomes, assim como Camargo Guarnieri e Eleazar de Carvalho, nomeia um dos espaços da Sala São Paulo.

Clique aqui para baixar o toque para iPhone (formato .m4r)

Coro da Osesp - 15 Anos

25/09/2009 às 22:49

Comemoração dos 15 anos de fundação do Coral Sinfônico do Estado e lançamento do CD Canções do Brasil.

Ofulú Lorêrê

27/08/2009 às 14:11

Osvaldo Lacerda

Naomi Munakata regente
Coro da Osesp
Eduardo Gianesella percussão
Gravada em julho de 2009 na Sala São Paulo

osesp_coro_cdNos dia 25 e 26 de setembro o Coro da Osesp lança seu primeiro CD, Canções do Brasil, e aproveita para comemorar os 15 anos do Coral Sinfônico do Estado de São Paulo, que deu origem ao Coro da Osesp.

A composição Ofulú Lorêrê faz parte deste CD, que passeia pelo canto coral brasileiro. Escrita por Osvaldo Lacerda em 1958 a canção usa melodia coletada em 1937, na Bahia, por Camargo Guarnieri.

Entrevista com Almeida Prado

13/08/2009 às 13:03

Gravada em 3 de junho de 2009

O compositor santista José Antonio Almeida Prado fala sobre a experiência de compor para o filme silencioso Études sur Paris (1928), de André Sauvage.

“Compus uma melodia tipicamente no clima de Edith Piaf e quem toca na sua primeira aparição é um acordeão francês, a musette. O som de Paris! Esse tema tão parisiense apareceu inúmeras vezes, ora no acordeão, ora no trompete solo, no trombone etc…”

Dança húngara nº 20

07/08/2009 às 16:45

Johannes Brahms

John Neschling regente
Osesp
Gravada em março de 2005 na Sala São Paulo

osesp_violinosEm uma época de nacionalismos musicais (as Danças norueguesas de Grieg são de 1869, as Danças eslavas de Dvorák, de 1878…), o caráter esfuziante e langoroso das Danças húngaras de Brahms, seus requebros e acelerações, as imitações do violino e de outros efeitos da orquestra cigana surtiam um efeito que fez a fortuna do editor Simrock (mas não de Brahms, que as vendeu a preço fixo…). Compostas no tempo 2/4, elas reproduzem a alternância dos andamentos lassu (lento, geralmente em tonalidade menor) e friss (rápido, em tonalidade maior) das danças típicas húngaras conhecidas como verbunkos.

Clóvis Marques é jornalista e crítico musical

Dança húngara nº 10

30/07/2009 às 18:35

Johannes Brahms

John Neschling regente
Osesp
Gravada em março de 2005 na Sala São Paulo

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foto: André Conti

A Dança nº 1 (allegro molto), uma czardas (dança de taberna), começa com um tema voluptuoso que é dos mais conhecidos da série. A nº 3 (allegretto) é uma leve dança nupcial tomada de empréstimo a uma coletânea do compositor popular J. Rizner, mais ameaçadora e agitada em sua parte intermediária. Nas três partes da Dança nº 4 (poco sostenuto), tirada de coletânea de N. Merty, Brahms quis imitar, já na versão para piano, os torneios e sonoridades da orquestra cigana. A Dança nº 10 (presto) é outra dança nupcial colhida em J. Rizner. A de nº 20 (poco allegretto) retoma em sua parte inicial o caráter nostálgico da primeira, com o episódio central cheio de animação.

Clóvis Marques é jornalista e crítico musical.

Dança húngara nº 4

23/07/2009 às 15:14

Johannes Brahms

John Neschling regente
Osesp
Gravada em março de 2005 na Sala São Paulo

JOHANNES BRAHMS
Hamburgo (Alemanha), 07 de maio de 1833
Viena (Áustria), 3 de abril de 189

johannes_brahmsExímio pianista, começou a carreira como arranjador da pequena orquestra dirigida pelo pai. Aos 30 anos, estabeleceu-se em Viena como diretor da Singakademie. Desde a juventude, teve grande afinidade artística com Robert Schumann e apaixonou-se pela esposa deste, Clara, 14 anos mais velha. No repertório destacam-se o Réquiem alemão, as quatro sinfonias e as Variações sobre um Tema de Haydn. Aos 68 anos, após publicar o Quinteto Op.111, praticamente parou de compor e iniciou uma fase de revisão. Fez alterações substanciais em algumas obras e queimou aquelas que julgou de menor valor artístico.

Dança húngara nº 1

16/07/2009 às 15:53

Johannes Brahms

John Neschling regente
Osesp
Gravada em abril de 2005 no Theatro Municipal do Rio de Janeiro

osesp_plateiaO lado feliz e extrovertido de Brahms — que em poucos momentos transparece em sua música—, o jeito muito pessoal com o ritmo e a síncope e a impregnação das paisagens musicais centro-européias se refletem nas 21 Danças húngaras, compostas em duas séries de dez e onze, respectivamente em 1869 e 1880. A influência da vizinha Hungria se fez sentir cedo em sua vida, quando, aos 20 anos, ele formou duo com o violinista húngaro Eduard Remenyi; são numerosas suas obras orquestrais, de câmara e para piano em que tem vazão esse gosto pelo estilo cigano.

Compostas a partir de temas populares para piano a quatro mãos —na época, a mais popular maneira de fazer música em casa—, somente as Danças de nºs 1, 3 e 10 do primeiro livro foram orquestradas pelo próprio Brahms.

Clóvis Marques é jornalista e crítico musical.

Os Pássaros: O cuco

13/07/2009 às 12:09

Ottorino Respighi

- O Cuco (trecho)

Victor Hugo Toro regente
Orquestra de Câmara da Osesp
Gravada em setembro de 2008 na Sala São Paulo

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foto: João Musa

A suíte Os Pássaros é inspirada em peças de antigos compositores italianos e franceses e recria, com pureza, a atmosfera musical do período barroco.

Um espirituoso prelúdio do organista romano Bernardo Pasquini (século XVII) abre a cortina dos tempos. Segue-se A Pomba, expressiva composição de Jacques Gallot (século XVI), em solo de oboé. Ao final, em sutil efeito, Respighi sugere o levantar de vôo da ave, ao som de um leve glissé ascendente da harpa.

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Os Pássaros

03/07/2009 às 17:07

Ottorino Respighi

- Prelúdio (trecho)

Victor Hugo Toro regente
Orquestra de Câmara da Osesp
Gravada em setembro de 2008 na Sala São Paulo

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foto: Desirée Furoni

Excelente instrumentista, de temperamento lírico e amante dos grandes efeitos musicais, com apenas 21 anos, Respighi é contratado como violinista da Orquestra da Ópera de São Petersburgo. Na Rússia, sob a orientação de Rimsky-Korsakov, aprimora-se em composição e orquestração. Posteriormente, estudou na Alemanha, com Max Bruch. Essas oportunidades permitiram-lhe desenvolver um estilo próprio, unindo sua exímia técnica instrumental às conquistas harmônicas e colorísticas do impressionismo francês.

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Pequena Missa Solene

25/06/2009 às 13:30

Gioacchino Rossini

- Et vitam venturi saeculi

Naomi Munakata regente
Coro da Osesp
Gravada em novembro de 2008 na Sala São Paulo

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foto: Ana Fuccia

A Petite Messe solennelle teve sua primeira execução pública em 1869 ―após, portanto, a morte de Rossini―, no Théâtre Italien e na versão orquestral que havia sido elaborada pelo compositor nos anos de 1866-67.

O título da obra é enganador, pois a Petite Messe solennelle ―com duração de cerca de 80 minutos!― não é nem petite nem muito solennelle. Poderíamos acrescentar que a obra tampouco é especialmente litúrgica…

Rossini disse que a Petite Messe solennelle foi o seu “derradeiro pecado mortal de velhice”. O manuscrito da obra contém anotações muito interessantes, que revelam a natureza espirituosa e perspicaz do compositor, ao dirigir-se diretamente a Deus:

“Bom Deus. Está concluída esta pobre pequena missa. Será que é mesmo música sacra que eu acabo de fazer ou uma música maldita? Eu nasci para a Opera buffa, tu bem o sabes! Um pouco de conhecimento, um pouco de coração, tudo está lá. Seja abençoado e me conceda o Paraíso.”

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