Villa-Lobos: A invenção da identidade nacional (parte 3)

05/04/2012 às 10:25

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India Tobá por Marc Ferrez

O Música na Cabeça, parceria da Osesp com o jornal O Estado de S. Paulo, disponibiliza aqui a terceira parte da palestra com Leopoldo Waizbort realizada no dia 14 de março na Sala São Paulo. O professor fala sobre a obra do compositor Villa-Lobos.

“… ele foi um compositor que soube explorar, face ao esgotamento da linguagem musical comum, texturas e massas sonoras, experimentando novas possibilidades no âmbito do sistema tonal: incorporando elementos da música popular urbana, tratou de testar, com muita propriedade, os limites das novas formas expressivas, lançando mão de estruturas mais flexíveis, mais maleáveis, mais permeáveis, mais rapsódicas, mais fragmentárias, mais imprevisíveis, mas não necessariamente inconsistentes. Sua obra explorou o simultâneo e o rapsódico, massas sonoras, timbres, imprevistos e sobreposições.”

Leia aqui na íntegra o ensaio “Villa-Lobos: A Invenção da Identidade Nacional” do professor Leopoldo Waizbort.

A Osesp lançou em CD a série completa das Bachianas Brasileiras e do Choros de Villa-Lobos. Confira discografia completa.

Villa-Lobos: A invenção da identidade nacional (parte 2)

29/03/2012 às 10:30

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Foto: Curumim da região de Mato Grosso por Marc Ferrez

O Música na Cabeça, parceria da Osesp com o jornal O Estado de S. Paulo, disponibiliza aqui a segunda parte da palestra com Leopoldo Waizbort realizada no dia 14 de março na Sala São Paulo. O professor fala sobre a obra do compositor Villa-Lobos.

“Villa-Lobos vazou sua música em uma linguagem musical tradicionalmente compartilhada, baseada em um material musical dado pelo sistema temperado e por sua organização como sistema tonal. Na virada dos anos 1910 para os anos 1920, ele foi reconfigurando seu modo de compor, mobilizando para tanto um certo “imaginário do nacional”. Por outras palavras: utilizando uma articulação que havia se concretizado historicamente no século XIX europeu, Villa-Lobos assume a perspectiva de uma “música nacional”.”

Leia aqui na íntegra o ensaio “Villa-Lobos: A Invenção da Identidade Nacional” do professor Leopoldo Waizbort.

A Osesp lançou em CD a série completa das Bachianas Brasileiras e do Choros de Villa-Lobos. Confira discografia completa.

Villa-Lobos: A invenção da identidade nacional (parte 1)

21/03/2012 às 18:33

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Foto: Menino Índio por Marc Ferrez

O Música na Cabeça, parceria da Osesp com o jornal O Estado de S. Paulo, disponibiliza aqui a primeira parte da palestra com Leopoldo Waizbort realizada no dia 14 de março na Sala São Paulo. O professor fala sobre a obra do compositor Villa-Lobos.

“… não é à nação brasileira que a música de Villa-Lobos dá corpo e forma de som, mas o contrário: sua música imaginou uma nação e a sonorizou – inclusive imaginando-a contraditória e complexa. Não é o Brasil que modela e cria essa música, e sim essa música que modela e cria o Brasil. Há uma dimensão ideológica e prática central na música de Villa-Lobos: um movimento complexo, pois o estado-nação pede uma cultura homogênea que o figure culturalmente e, assim, retroalimente sua existência política – instância e mecanismo de legitimação (simbólica) do estado-nação e do compositor nacional”.

Leia aqui na íntegra o ensaio “Villa-Lobos: A Invenção da Identidade Nacional” do professor Leopoldo Waizbort.

A Osesp lançou em CD a série completa das Bachianas Brasileiras e do Choros de Villa-Lobos. Confira discografia completa.

Temporada Osesp 2012

07/03/2012 às 18:39

A temporada de 2012 traz muitas novidades.

Marin Alsop como nova regente titular, o violoncelista Antonio Meneses como artista em residência, homenagem ao maestro Eleazar de Carvalho, encomendas a compositores brasileiros e transmissão ao vivo pela internet da abertura da temporada.

Saiba mais no vídeo com Arthur Nestrovski, diretor artístico da Osesp.

(aguarde alguns momentos para carregar)

Sinfonia nº 7 em Lá Maior, Op. 92

26/12/2011 às 9:56

Ludwig van Beehtoven

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo
Yan Pascal Tortelier regente

Osesp e Tortelier

foto: Desirée Furoni

Estreada em 1813 na Universidade de Viena, sob regência do próprio compositor, a audição da Sinfonia nº 7 de Ludwig van Beethoven foi executada em benefício dos soldados austríacos e bávaros após a batalha de Hanau contra as forças napoleônicas.
A obra foi composta para 2 flautas, 2 oboés, 2 clarinetes, 2 fagotes, 2 trompas, 2 trompetes, tímpanos e cordas e tem duração aproximada de 36 minutos.

A Oitava Sinfonia: Uma Apoteose Paradoxal (Parte 2)

21/12/2011 às 13:42

gustav_mahlerO Música na Cabeça, parceria da Osesp com o jornal O Estado de S. Paulo, disponibiliza aqui a segunda parte da palestra com Jorge de Almeida realizada no dia 29 de setembro na Sala São Paulo. O professor fala sobre a Oitava Sinfonia de Mahler.

“Diante da imensidão dessa Oitava Sinfonia, empalidece até mesmo a imagem que Mahler utilizava para justificar a superação dos limites tradicionais do gênero sinfônico. Se a composição de uma sinfonia significava ‘construir um mundo com todos os meios disponíveis’, agora ele chega a mencionar ‘planetas e sóis girando uns sobre os outros’. De fato, o universo musical passa a ser explorado com meios ainda mais ousados: ‘Até agora, empreguei palavras e vozes humanas apenas para sugerir, adicionar, estabelecer certos estados de espírito. [...] Na Oitava, porém, a voz é pensada ao mesmo tempo como um instrumento e como portadora de ideias poéticas, configurando uma verdadeira sinfonia’ ”.
Jorge de Almeida

Leia aqui o ensaio completo de Jorge de Almeida.

A Oitava Sinfonia: Uma Apoteose Paradoxal (Parte 1)

16/12/2011 às 11:57

gustav-mahler

O Música na Cabeça, parceria da Osesp com o jornal O Estado de S. Paulo, disponibiliza aqui a primeira parte da palestra com Jorge de Almeida realizada no dia 29 de setembro na Sala São Paulo. O professor fala sobre a Oitava Sinfonia de Mahler.

“A grandiosidade da Oitava Sinfonia nos deslumbra e constrange. Quando o órgão sustenta o primeiro acorde e o enorme coro invoca o espírito criador, uma espiral de vozes, arcos, sopros e golpes parece querer alcançar os céus, exaltando a salvação prometida nos textos. Mesmo assim permanecemos todos sentados, ouvindo a prece com suspeita e com os pés bem firmes no chão. Afinal, nossa época desconfia de tudo isso, e o apelo a uma “redenção pelo amor” soa descabido como os exageros do romantismo tardio, lembrando as valsinhas e fanfarras que atravessavam as primeiras sinfonias de Mahler”.

Jorge de Almeida

Leia aqui o ensaio completo de Jorge de Almeida.

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24/11/2011 às 13:41


Valsas de Josef Strauss

15/09/2011 às 17:16

Ball der Stadt Wien - Wilhelm Gause

Ball der Stadt Wien - Wilhelm Gause

Josef STRAUSS

Frank Shipway regente
Osesp

Delírios - Valsa, Op. 212
Música das Esferas - Valsa, Op. 235

Muito bem aceito pela alta sociedade vienense, o estilo musical valsa, de origem alemã, se popularizou por volta de 1820 em Viena e teve os membros da família Strauss como alguns dos mais importantes compositores.

Polcas de Josef e Johann Strauss

31/08/2011 às 17:19

Hofball in Wien - Wilhelm Gause

Hofball in Wien - Wilhelm Gause

Josef STRAUSS
Despreocupada - Polca Rápida, Op.271

Johann STRAUSS
Camponeses - Polca, Op.276

Frank Shipway regente
Osesp

Tendo origem na região da Boêmia, o estilo de música e dança polca se popularizou na europa central por volta de 1830. Após passar por Praga, a polca chegou à Viena e passou a fazer parte do repertório dos salões vienenses, frequentados pela elite.

Três ou mais canções para voz e quarteto de cordas: A Voz e o Verso

11/07/2011 às 16:56

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Kristoff Silva – Foto divulgação

“Entre a melodia cantada e a fala cotidiana, uma canção popular se situa como um ponto mágico que concentra o apelo estético e a persuasão da comunicação. “A voz e o verso” constituem assim um núcleo de sentido que por si só bastaria para reconhecermos uma canção. No entanto, ao unir o artesanato cancional à escrita para quarteto de cordas, propõe-se uma rede de significados, em que os laços entre o som e o sentido são fortalecidos pela polifonia.

São cinco vozes, e não somente a voz do intérprete cantor, que vêm participar dessa conversão do efêmero no perene, da comunicação pura que transmite uma mensagem oral à fruição estética que, em diferentes graus, sensibiliza e se faz perdurar em cada ouvinte. Cinco ou mais vozes, se fizermos jus às vozes dos parceiros letristas, convidados para a empreitada.” Leia mais…

Memória e Antecipação: a Nona Sinfonia (Parte 3)

09/06/2011 às 16:16

Ludwig Van BeethovenO Música na Cabeça, parceria da Osesp com o jornal O Estado de S. Paulo, disponibiliza aqui a primeira parte da palestra com Samuel Titan Jr. realizada no dia 16 de março na Sala São Paulo. O professor fala sobre a Nona Sinfonia de Beethoven.
“O fascínio de Beethoven pela ‘Ode à Alegria’ de Schiller vinha de mais longe, dos tempos de juventude em Bonn: seu desejo de musicá-la desponta já em 1790 (na cantata ‘Leopold’) e 1793 (mesmo ano em que a peça ‘Os Salteadores’, de Schiller, foi vetada pela censura)”.
Samuel Titan Jr.

Leia aqui o ensaio completo de Samuel Titan Jr.